Experiência
Com Douglas Lopes, a fotografia de rua ganha vida. Mais do que cliques, cada imagem revela a essência urbana através de um olhar que já passou por exposições e projetos autorais. Aqui, a cidade é o palco e a sua história, o roteiro.
ContatoEXPOSIÇÕES
Biografias Imaginárias
Exposição solo "Biografias Imaginárias" no Espaço Normal - Espaço de Referência Sobre Drogas na Maré.
Em funcionamento • Espaço Normal, Rio de Janeiro
Brasil Visual
Série de fotografias sobre a Favela da Maré, em um episódio da 2ª temporada da série documental sobre o universo das artes visuais brasileira, no Canal Curta!
2024 • Brasil
Entalpia
Exposição da série fotográfica "Entalpia" no stand da Rio Galeão, na Feira de Arte do Rio de Janeiro - ARTRio.
2023 • Marina da Glória, Rio de Janeiro
Viva Maré
Instalação e videoarte "Baile Encantado" com imagens de baile funk na Maré.
2021 • Le CENTEQUATRE-PARIS
Museu MIIM
Um acervo histórico-poético de imagens da Maré.
2021 • Exposição online
Festival Parada Fotográfica
Festival online com 8 fotógrafos de periferia promovido pelo Departamento Cultural da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UERJ.
2021 • Exposição online
Corpo Morada
Curso realizado pelo Imagens do Povo em parceria com a UFRJ (Laboratório de Habitação/FAU), resultando em exposição coletiva na Galeria 535, Observatório de Favelas, Maré.
2021 • Observatório de Favelas, Maré, RJ
Corpos Visíveis
Exposição realizada em lambe-lambes com seleção nacional de fotografias sobre feminismo e universo LGBTQI+.
2018 • Madureira e Lapa, Rio de Janeiro
Literatura Exposta
Inspirado no poema “PRETOS” de MC Martina, o projeto retrata pessoas negras da Maré e do Alemão, compondo um contra-arquivo visual que reinscreve memórias e projeta futuros possíveis.
2017 • Casa França-Brasil, Rio de Janeiro
Lab Criativo / Creative Lab
Série de 12 fotografias sobre mobilidade urbana projetadas em uma parede através de um projetor acoplado a uma bicicleta interativa.
2016 • Galpão Bela Maré, Rio de Janeiro
Expo Favela
Tríptico composto por fotografia com impressão pigmento mineral sobre tecido de algodão e madeira. Medidas 4.50 x 2.50 cm.
2025 • Cidade das Artes Bibi Ferreira, Rio de Janeiro
Favela panorâmica
Instalação com seis fotografias panorâmicas de diferentes favelas do Rio propõe uma cartografia estética da cidade. As imagens tensionam a paisagem urbana como território de fabulação, memória e resistência, revelando camadas arquitetônicas, sociais e simbólicas em constante reconstrução. O enquadramento expandido articula a imagem como matéria crítica e poética. Inspirada em Milton Santos, a obra compreende o espaço como sistema solidário e contraditório — quadro dinâmico onde a história se inscreve. A favela surge como força ativa na construção da cidade, invenção e presença.
Entalpia
A série fotográfica Entalpia investiga as energias invisíveis que sustentam o cotidiano do CEASA, no Rio de Janeiro. Por meio de composições que evidenciam texturas, luzes e movimentos, as imagens capturam a intensidade de um ambiente essencial à dinâmica urbana. Inspirado no conceito físico, o título reflete as transformações constantes do espaço, onde trabalho humano e movimento de mercadorias se fundem. As fotografias revelam o equilíbrio entre esforço coletivo e presença individual, em cenas que transbordam vitalidade.
Armadilha para capturar pensamento de um peixe
A obra conecta o passado de uma região rica em biodiversidade aos desafios do presente, resgatando a água como bem universal e direito de todos. Evidencia o impacto da degradação ambiental sobre espaços populares às margens da Baía de Guanabara. Ao incorporar autores da Maré, exalta a intelectualidade favelada — mesmo quando água e conhecimento são “capturados”, continuam a fluir. A instalação reúne pilhas de livros e recipientes com água de colônias de pescadores, simbolizando o fluxo de saberes das favelas.
Biografias Imaginárias
A série propõe a biografia como construção imaginada. A fotografia é a caneta que escreve no tempo, revelando existências que muitas vezes não imaginamos. Através da imagem como criação, torna-se dispositivo de emancipação, oferecendo nova leitura de vidas não contadas por seus próprios meios. Registra-se que a favela não é apenas cenário de violência, mas de resistência e narrativa própria. As paisagens desfocadas revelam onde se dá a rotina e a experiência de estar vivo. Para quem é da favela, a fotografia traz reconhecimento; para quem não é, oferece histórias pouco vistas. O trabalho se soma a outras expressões artísticas da favela, lembrando a vitalidade de uma juventude que, ao dançar, afirma sua vida. Baseado no texto "Pretos", de Mc Martina.